Submundo de Adara


"Algum tempo
passou até que eu escrevesse nesta página... Reencontrei a Adara por aí
algures...perdida. Agora estou a terminar algumas tarefas para depois ir dormir
um sono Eterno..."
Fechei o caderno negro, e peguei em mais uns pergaminhos. Escrevi por um bom
tempo, três longos pergaminhos sobre os meus mais antigos e amigos/as.
Suspirei, olhei e guardei os pergaminhos dentro de uma pasta... Peguei num em
branco...
"Faz muito tempo desde que escrevi meu último poema..." Peguei
a pena negra e molhei no tinteiro... As letras iam fluindo enquando eu
escrevia...
...
Sou uma
escrava da solidão,
Crio e levo o desespero
Mato apenas por matar
E sujo o chão de inocentes...
Ando sem pensar,
Não penso para não me arrepender,
Não penso para esquecer,
Esquecer de que sou apenas um objecto...
Mancho o chão novamente com sangue de inocentes,
Minha foice fica cheia de sangue puro,
E isso me lembra que posso ser tão perfeita quanto você...
Eu sou uma humana qualquer,
Optei por ser assim,
Aprendi a ser diferente,
E simplesmente me arrependo disso por toda eternidade...
Não queria ser sozinha,
Não queria matar pessoas felizes,
Não queria não pensar...
Queria ser apenas uma humana normal,
Queria ser uma humana feliz,
Queria ser...
O fim chegou, está na hora de partir,
E agora corro para não morrer nas mãos dos inocentes que matei...
Inocentes culpados por viver...